Às vezes, temos impressão de que nossas vidas são tão desinteressantes. Sabe, as horas parecem suceder-se numa modorrenta troca dos sempre mesmos eventos. É uma rotina morna, uma existência pautada no ócio, negando a participação dos assustadores solavancos sociais.
É um direito do ser humano! Todo Homem é livre para fazer o que quiser, mesmo que não queira fazer nada.
Entretanto, isso é um paradoxo: Fazer nada é fazer alguma coisa!
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Apesar de ter uma personalidade bastante...hum....efusiva, procuro moldar meus dias no sossego-desestressante com o qual cresci no interior do Estado. Não é vadiagem, é apenas não fazer o jogo da vida vazio-movimentada dos grandes centros (sim, falo de São Paulo).
Apesar de tudo, não é tão fácil conduzir a liberdade que se tem. Existir é submeter-se, é estar sujeito, é curvar-se, é entregar-se, é ser 'marionete' das situações mais adversas possíveis.
Este ano trouxe muito movimento para minha vida afetiva. Não sei dizer até onde foi vontade própria e até onde foi desejo do alheio.
Experiências boas e más permeando cada um dos já passados nove meses do presente ano.
Não pedi para que acontecessem, aconteceram: afetos e desafetos.
Nem sempre a existência é tão morna quanto achamos. As bolhas de fervura podem vir a qualquer momento, mesmo que não queiramos.
Por um tempo parei de me olhar e auto-refletir.
Tentar levar uma vida prática parecia ser menos dolosa do que a melancólica vida subjetiva.
Não dá, às vezes, para se encaixar numa forma que não fora projetada pra gente.
É "forçação de barra", artificial e falso.
Tudo é tão artificial, tão plastificado.
Detesto ter de me sentir obrigado a comportar humanamente.
It's so hard!
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