"Dan® diz:
me dá um mote
Dan® diz:
quero escrever alguma coisa (ahhh...copiarei e colarei isso daqui no meu blog)
[...]
Myriam diz:
agora não dá pra conversar, dan...to com umas coisas urgentes aqui
Dan® diz:
esse é o seu mote?..tá bom..verei como posso trabalhá-lo
Myriam diz:
rs
Myriam diz:
depois a gente se fala!
Myriam diz:
beijo!"
- - - - - -
Gosto das 'coisas urgentes'. Elas, as coisas urgentes, são tão importantes porque são Urgentes; contudo não deixam de possuir o caráter de 'coisas'.
Quanta infelicidade: coisa não tem nome (pior seria caso fosse 'coisinha'), embora queira nomear a muitas realidades do mundo e do ser humano.
"Sinto uma coisa aqui dentro" - Angústia? Depressão? Raiva? Paixão? - tantas coisas!
"Tenho que fazer uma coisa antes" - Comprar? Pagar uma conta? Matar? Trocar o absorvente? Retirar a etiqueta da roupa nova? - tantas coisas!
"Preciso te contar uma coisa" - Fofoca? Assunto sério? Desabafo? Revelação? Piada? - tantas coisas!
"quero escrever alguma coisa" - Conto? Novela? Poesia? Simples texto na internet? Scrap? - tantas coisas!
"to com umas coisas urgentes aqui" - Fazendo relatório para o chefe? Fechando aquele orçamento? Acessando páginas pornográficas na internet? Enrolando um beck? - tantas coisas!
Ao que parece, a coisa está em toda parte. É uma abstração de grande serventia para todos nós.
Escrevi sobre alguma coisa.
(sinto coisas)
Às vezes, temos impressão de que nossas vidas são tão desinteressantes. Sabe, as horas parecem suceder-se numa modorrenta troca dos sempre mesmos eventos. É uma rotina morna, uma existência pautada no ócio, negando a participação dos assustadores solavancos sociais.
É um direito do ser humano! Todo Homem é livre para fazer o que quiser, mesmo que não queira fazer nada.
Entretanto, isso é um paradoxo: Fazer nada é fazer alguma coisa!
- - - - - - - - - -
Apesar de ter uma personalidade bastante...hum....efusiva, procuro moldar meus dias no sossego-desestressante com o qual cresci no interior do Estado. Não é vadiagem, é apenas não fazer o jogo da vida vazio-movimentada dos grandes centros (sim, falo de São Paulo).
Apesar de tudo, não é tão fácil conduzir a liberdade que se tem. Existir é submeter-se, é estar sujeito, é curvar-se, é entregar-se, é ser 'marionete' das situações mais adversas possíveis.
Este ano trouxe muito movimento para minha vida afetiva. Não sei dizer até onde foi vontade própria e até onde foi desejo do alheio.
Experiências boas e más permeando cada um dos já passados nove meses do presente ano.
Não pedi para que acontecessem, aconteceram: afetos e desafetos.
Nem sempre a existência é tão morna quanto achamos. As bolhas de fervura podem vir a qualquer momento, mesmo que não queiramos.
Por um tempo parei de me olhar e auto-refletir.
Tentar levar uma vida prática parecia ser menos dolosa do que a melancólica vida subjetiva.
Não dá, às vezes, para se encaixar numa forma que não fora projetada pra gente.
É "forçação de barra", artificial e falso.
Tudo é tão artificial, tão plastificado.
Detesto ter de me sentir obrigado a comportar humanamente.
It's so hard!
|
||||
![]() | ||||
![]() | ||||
![]() | ||||
|
||||